Bridget Jones e a lista de metas que ninguém consegue cumprir

Bridget Jones escreve, todo início de ano, a mesma lista de metas. Entenda o que a Gestalt-terapia revela sobre o que está por trás desse hábito tão comum entre mulheres.

Autora: Nayane Lima | Psicóloga de Mulheres | CRP 05/82798

9/27/20261 min read

Todo início de ano, Bridget Jones escreve a mesma lista: menos cigarros, menos calorias, mais controle sobre a própria vida. A cena é cômica, mas também dolorosamente familiar. Quantas mulheres não fizeram promessas parecidas, na tentativa de se tornar uma versão mais aceitável de si mesmas?

O diário como tomada de consciência

O diário de Bridget, apesar do tom irônico, cumpre uma função que a Gestalt-terapia valoriza: a awareness, a tomada de consciência sobre o que se sente e como se está em contato com o mundo. O problema não está em se observar. Está no conteúdo dessa observação, moldado por uma cultura que ensina às mulheres que autoconhecimento significa, antes de tudo, listar defeitos a corrigir.

O que muda ao longo da história

Ao longo da trajetória, algo se transforma em Bridget: o relacionamento amoroso deixa de ser a única medida de seu valor. O trabalho, a amizade e os próprios projetos ganham espaço. Esse movimento tem nome na Gestalt-terapia, reorganização de figura e fundo, e diz respeito a permitir que outras dimensões da vida também importem, sem depender de um único critério de avaliação.

Bridget termina diferente de quem começou. Não porque ficou mais magra ou mais organizada, mas porque construiu uma relação mais honesta com sua própria experiência.

Se você reconhece, na sua própria lista de metas, esse mesmo impulso de correção constante, isso pode ser o ponto de partida de uma conversa no primeiro contato.