A inquietação sem nome que você carrega depois do trabalho

Há um tipo de desconforto que aparece sem motivo aparente, mas que costuma repetir o mesmo padrão.

Autora: Nayane Lima | Psicóloga de Mulheres | CRP 05/82798

9/7/20261 min read

Você chega a sua casa depois de um dia comum de trabalho e sente que algo não está encaixado. Nada de especial aconteceu. Ainda assim, existe uma inquietação sem destinatário claro.

Na Gestalt-terapia, isso tem nome: é uma necessidade que não ganhou clareza ainda. Se você parar e voltar a atenção para as últimas horas, talvez perceba que o desconforto começou durante uma reunião, no momento em que ficou calada sobre algo de que discordava.

A partir daí, existem três caminhos possíveis: você nomeia a necessidade e age em direção a ela (manda aquele e-mail, posiciona-se na próxima reunião); você nomeia, mas a energia não se mobiliza (sabe o que sente, mas não faz nada); ou a necessidade nem chega a ganhar nome (você carrega a inquietação sem saber a origem).

O padrão de cada mulher tende a se repetir sempre no mesmo ponto. Existem mulheres que travam antes de nomear o que sentem. Existem outras que nomeiam com clareza, mas não se movem. E existem as que agem, mas evitam conferir se o gesto foi recebido, e, por isso, o desconforto retorna mesmo depois de "resolvido". Reconhecer em qual desses três pontos você costuma travar já muda algo: a inquietação para de parecer aleatória e começa a parecer previsível.

Se você reconheceu esse padrão em você e quer entender de onde ele vem, é exatamente esse tipo de repetição que a terapia investiga. Você pode marcar uma conversa comigo.